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7 de fevereiro de 2014

Workshops de Bordados Tradiicionais Portugueses























Iremos iniciar uma viagem por Portugal. Começamos pela zona de Mangualde (Tibaltinho), saltamos para Viana do Castelo (Ponto de Viana), vamos a Guimarães (ponto com o mesmo nome), e descemos até à Vila de Óbidos (Bordado de Óbidos)... Mas como gostamos de viajar, subimos até ao Minho e ficamos por Vila Verde para namorar... (Lenço dos Namorados)... de regresso a Lisboa, paramos nas Caldas para comer umas cavacas... Mágnifico Roteiro de Portugal!!!


Boa viagem! E façam Artesanato Português!!!





13 de setembro de 2013

Prémio para o Bordado das Caldas - Valtopina - Italia

Com a divulgação feita pela Associação de Artesãos D. Dinis, através da Internet, chegou ao conhecimento de uma historiadora italiana, diretora da “Revista Cora”,  Dra. Genoveffa Michela Porpora.



Os bordados de Maria Adelaide Lacerda estiveram representados no "XV Del Recamo del Tessuto", em Valtopina (província de Perugia) com muito sucesso. Muitas senhoras pararam para admirar os Bordados Portugueses que se encontravam expostos no stand, nos dias 6, 7 e 8 de Setembro 2013.







 Ao ver os bordados, entre vários, identificou um como sendo o Ponto Umbro (bordados especifico da Região de Perugia) e comparando os bordados viu, com curiosidade, muitas semelhanças entre o Bordado das Caldas da Rainha, e também com o Sorbello (Espanhol) ou Português.

A questão que se lhe levantou dúvidas, se este referido ponto seria de origem italiana, espanhola ou portuguesa.
Pelo que Dra. Geneveffa Porpora conhecia do bordado italiano revelou-nos o seguinte:
"Baseado em pesquisas históricas e documentos que eu fiz até o momento, no ponto Umbro revive um ponto antigo e esquecido no bordado árabe usado Italiano, Espanhol e Português. Ele foi encontrado nas coleções finas de rendas e bordados raros da Edith Condessa Ruccellai. O ponto foi estudado, copiado e, em seguida, aplicado nos desenhos renascentistas italianos da muito inteligente senhorita Carolina Amari de Florença, e agora se tornou uma especialidade da escola bordado fundou e dirigiu a marquesa de Villa Ranieri di Sorbello em Pischiello para beneficiar as mulheres de sua selo e as dos países vizinhos situados ao longo do lago Trasimeno histórico na Umbria. O ponto Umbro vem trabalhando com um fio grosso sobre uma lona ou pano de linho tecido mão chamado Umbra e se preparando em Città di Castello, sob a direção de Alice Baronesa Franchetti. O trabalho tem um caráter todo próprio e que só é encontrado em muitos dos bordados antigos. Quando o fio eo fio que não é bordado são coloridos bruto, o efeito do trabalho é tal que aparece em relevo.
Então, quando o bordado é feito com arame cor de ferrugem antique verde, azul claro também velho, você terá um monte de efeitos artísticos e incomuns. Muitos dos projetos foram retirados das obras-primas da pintura italiana. Os botões, mapas, contas que agregam tanto para o caráter especial do trabalho são reproduzidas a partir de antigos modelos encontrados neste trabalho e aplicados habilmente por Miss Amari. Estes bordados são feitos de muitos objetos que são usados para decorar as casas dos nossos bairros. Para uso pessoal, então você vai bordar o casaco para automóveis, blusas, saias dos sacos pequenos e grandes, etc."
 



Quanto ao bordado português…
 convite de Genoveffa Michela Porpora, especialista italiana em artes decorativas e diretora da Revista Cora, que veio em Junho passado para investigar as semelhanças entre os bordados locais e o Punto Umbro, Sorbello, Portoguese, assim chamados em Itália.

Estabeleceu-se uma "aula entre Mestras" - de “professora para professora” (entre Genoveveffa Porpora e Maria Adelaide, em que ambas vinham munidas de livros, revistas, fotografias antigas e outras mais recentes e bordados antigos e os atuais.
A sala da Associação estava repleta de bordados Tradicionais Portugueses, feitos por alunas de Maria Adelaide, numa Exposição intitulada “Filigrana tecida por mãos ágeis .
Executaram várias pontos e entre agulhas, linhas e tecido praticaram o mesmo desenho como tal como o conheciam e o resultado foi; chegarem à conclusão que as semelhanças são muitas.


Este bordado (Umbro, em Itália - ) conhecido como Espanhol e Português pensa-se que é de origem árabe.
Nele há motivos simétricos e geométricos de flores e folhas, folhas, cestos, ânforas, coroas e pássaros, para além de uma enorme abundância de arabescos que são comuns nestes dois bordados. Maria Adelaide ficou admirada com tanta semelhança entre estes dois três bordados e - por conhecimento de "Revista Artes e Ideias" já publicadas a alguns anos, bem como em outros livros - o Punto Umbro, Sorbello, Portoguese, afinal eram os mesmos.
Na troca de diálogos, ambas aperceberam-se que o Bordado das Caldas da Rainha era o mais antigo.
 “Mas se foram os Bordados das Caldas a influenciar aquele estilo italiano, como se deu esta transmissão cultural?

 Genoveffa Porpora, também ela executante deste bordado referiu: “podem ter surgido da vinda de uma marquesa italiana às termas das Caldas da Rainha, ou então, de uma professora [daquela marquesa] de artes decorativas. Esta é uma das hipóteses.”

A especialista vive e trabalha em Perugia, na região de Umbria, e já escreveu vários livros sobre a história e a técnica de execução de diversos bordados italianos, contribuindo para a divulgação e preservação daquele património histórico, artístico e cultural. Esta autora também organiza conferências e cursos de formação profissional nestas áreas e defende que as artes artesanais podem constituir um interessante nicho de mercado e criação de emprego. Na calha está um livro dedicado apenas ao Punto Umbro, Sorbello, Portoguese, onde se explica de que forma este bordado se cruza com o Bordado das Caldas e com a própria história das Caldas da Rainha. N.N."http://genevieveporpora.it/
 

E fazendo cruzamento de conhecimento de historiadora que é acrescentou:


“Os portais das mais belas igrejas de Umbria, situado na pedra, há elementos decorativos
 são de origem românica e gótica, que se prestam a ser interpretada como inspirações para bordados e rendas. Flores e frutos, cipós, arabescos, volutas de plantas, mas também elementos astrais, zoomórficas e fantástico, esculpida ao longo umbrais e vergas, pilares, colunas e arcos das fachadas de igrejas, catedrais, mosteiros e igrejas colegiadas, testemunhar ao longo dos séculos uma carga de imagens valores simbólicos. As formas de assumir um significado que vai além do meramente decorativo, onde você pode encontrar as características fundamentais da nossa cultura e da nossa história. O fio, interpretando elementos simbólicos e estilísticos presentes no portal, vai prestar homenagem a Umbria”.

Maria Adelaide fez a sua abordagem dizendo o que sabia do "BORDADO DAS CALDAS DA RAINHA:

"O bordado das Caldas da Rainha é típico da região Oeste de Portugal, da zona das Caldas da Rainha.Este bordado teve origem no tempo da monarquia, tendo sido criado pela Rainha D. Leonor (1458-1525) e pelas suas aias nas temporadas, que passavam nesta terra. As senhoras inspiravam-se nos bordados vindos da Índia e ocupavam muito do seu tempo criando e ensinando este lavor. Os primeiros bordados eram executados com fios de linho tingidos em tons de castanho dourado ou em tons de mel através das cozeduras de chás de casca de árvores e flor de carqueja. O bordado era feito sobre o linho grosso e ligeiramente cru ou sobre linho castanho dourado e bordado com branco. Antigamente o bordado era feito numa só cor e os pontos mais utilizados eram os pontos de coroa, ponto grilhão, o pé de flor e o de cadeia.^Nos dias de hoje já se utilizam mais pontos, como o de formiga, o ponto ilhós e o ponto de recorte. As diferenças existentes entre o bordado antigo e o mais moderno estão principalmente relacionados com os termos de composição, no antigo é mais floral, ao passo que no mais moderno predominam as volutas, as carinhas e os passarinhos."
 Em Portugal (texto retirado de fonte informativa)
"A sua denominação, das Caldas ou da Rainha D. Leonor, segundo a tradição, prende-se ao facto da esposa de D. João II e das suas aias, nos tempos de permanência nesta localidade, quando a Rainha administrativa pessoalmente o seu Hospital, gastarem os seus ócios a debuxar e a entretecer bordados, ao gosto dos que chegavam à Índia.
Diz-se mesmo que «esses bordados tiveram sempre cultores na terra da Rainha D. Leonor e onde a Rainha pessoalmente dirigia serões de agulha a que acorriam as senhoras todas da sua vila que principiava».

Estes bordados deviam vender-se nas arcadas do Hospital Real, em dias festivos e de feira.

«D’um sabor leve e agradável as toalhas bordadas com linha das Caldas que parecem pratos de arroz doce enfeitados a canela, essa linha das Caldas, que há trinta anos ainda se vendia às meadas à entrada do Hospital, e que todas as donas de casa da colónia balnear levavam para suas terras, porque nenhuma resistia na cor, como aquela, às lavagens e barrelas».

Embora não se conheçam, como se disse, exemplares fora da região caldense, os motivos mais usuais, «aranhiços» e espinhais, parecem ter, no entanto, certas analogias com alguns bordados considerados populares no sul da Espanha, mas com diferenças acentuadas quanto aos pontos e tons, que são azul e melado escuro.

Não será razoavelmente verosímil castelhana? Não residirá a originalidade do bordado caldense nos frequentes contactos com uma colónia de aquistas das zonas raianas da Extremadura espanhola e da Andaluzia, que desde longa data frequentava as termas locais?

Aproveitemos a oportunidade para referenciar a importância que poderá ter, para o estudo das raízes dos Bordados das Caldas, a pintura de Josefa d’Ayala, Sevilhana em Óbidos.
Seria por certo, bastante produtivo procurar na obra desta popular pintora seiscentista, nomeadamente nas composições das suas naturezas mortas, a revelação de muitos aspetos pouco conhecidos dos motivos decorativos regionais ao tempo.

Outra hipótese, porém, é-nos trazida por João Maia Pereira «Os bordados das Caldas da Rainha foram importados, de Veneza, no século XVII, para as igrejas da cidade». Viriam, então de Veneza, o entreposto mediterrâneo que, com Lisboa, recebia um manancial inesgotável de artefactos bordados, que as mulheres ocidentais se apressavam a copiar?

Fiquemos, então, com estas três hipóteses influenciais, indiana, espanhola ou veneziana, que fazem salientar, ainda mais, a importância das termas da rainha D. Leonor, como ponto de convergência de culturas, determinante no moldar do carácter hospitaleiro das gentes locais. 

O renascimento dos bordados das Caldas: 





Os Bordados das Caldas eram primitivamente executados com fio de linho, tinto num tom castanho dourado ou melado, sobre um tecido ralo branco, ou invés, de linha branca trabalhada em tecido acastanhado, com grande profusão de pontos. 

Trata-se de um bordado filigranado, sóbrio de colorido, e de fácil execução, sendo os materiais utilizados necessariamente modestos, porque modestas eram as vidas das suas executantes.


O renascimento do Bordado das Caldas da Rainha deve-se, muito principalmente, a D. Maria Margarida Franco dos Santos, que foi professora de lavores na Escola industrial e Comercial Rafael Bordalo Pinheiro, nas décadas de vinte a quarenta deste século, o que viria a motivar um grupo de senhoras, de que se destaca a Dra. Irene Truninger de Albuquerque, de origem Suíça, surpreendida nas Caldas da rainha pela Segunda Guerra Mundial e aqui casou, sendo depois professora na Faculdade de letras da Universidade de Letras de Lisboa."



... e a viagem até Perugia  começo a ser planeada. Maria Adelaide partiu dia 4 de Setembro levando como companhia uma amiga
Entre muitos bordados portugueses que Maria Adelaide levou na mala, a pedido da historiadora, o Bordado das Caldas foi a principal razão a que a levou, até lá, através do convite de Mme.Genoveffa Michela Porpora., aquando a sua visita às nossas instalações.
Enquanto isto, o stand da Associação de Artesãos D. Dinis foi visitado por muito publico, nomeadamente por altas individualidades estatais, onde não faltou a simpatia e passagem dos saberes da nossa artesã.





Da esquerda para a direita Conceição Arenga (uma amiga odivelense),
Presidente da Câmara de Spello, Maria Adelaide Lacerda
Presidente da Câmara de Valtopina,
Dr. Danilo Cosimetti
 
 
 
 
 

 



Maria Adelaide com o vice-presidente da província de Perugia Dr. Aviano Rossi

 

 

  
 


 

 

Maria Adelaide com o diretor do GAL (Grupo de Acção Local) Trasimeno Orvietano



 

 


 

E chegou o momento surpreendente. Maria Adelaide recebeu um prémio das mãos do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Valtopina e organizadores da exposição, como participante de uma Associação estrangeira/Portugal – Associação de Artesãos D. Dinis, sediada no Concelho de Odivelas.
 
  
 
 
 


Recebeu ainda, convites agendados para eventos como estes e com participantes internacionais para 2014, bem como a hospitalidade e carinho, que entretanto cimentaram uma boa amizade, de Dra. Genoveffa Michela Porpora.
Para nós, "chama-se" Genevieve - assim gosta que a tratem -  porque o carinho e votos de sucesso é reciproco.

Neste evento não faltou a belíssima organização e hospitalidade para todos os participantes, a quem damos os nossos Parabéns.
Bem-haja!  

 
Um pouco sobre Maria Adelaide Lacerda
Natural de Vale Flor, uma aldeia do distrito da Guarda, na região norte de Portugal.
Tem a instrução de ensino básico, e o Curso de Formação Pedagógica de Formadores (1998), para estar habilitada a ministrar formação na área dos Bordados.

O gosto pelos Bordados, o manusear dos linhos e a sua decoração, surgiu bem cedo, na aprendizagem em família pela transmissão das tradições que vinham das gerações anteriores.

Com o tempo tem vindo a investigar e experimentar os vários Pontos de Bordados e Tapeçaria caraterísticos das várias Regiões do país, como:
- Ajours
- Bainhas Abertas - Renda das Lérias 
- Renda de duas Agulhas e Renda de cinco Agulhas - Bordado de Viana - Bordado de Guimarães - Bordado de Tibaldinho - Bordado de Castelo Branco - Bordado de Óbidos - Bordado das Caldas da Rainha - Bordado de Nisa - Tapeçaria de Arraiolos - Bordado dos Açores e Bordado de Palha – Açores
 …
A sua atividade principal é Formadora de Bordados Tradicionais, em várias Associações e Centros de Cultura e Artesanato e no CEARTE. Também participa em Exposições e Eventos de Artesanato.
O seu objetivo ao ensinar e expor os seus trabalhos é a transmissão de conhecimentos, para que não se percam as tradições tão ricas e bonitas desta arte,  mas que haja um reavivar e inovar na aplicação das técnicas de bordar."
E porque a Simplicidade, para esta artesã, é lei, assim que acabou de receber o trofeu confessou-nos com voz trémula: - Hoje, sinto-me uma mulher realizada!
É tão simples saborearmos momentos felizes!...

Aproveitamos para agradecer a todos que apoiaram a nossa - a da artesã - a ida a Itália bem como momentos repletos de carinho que nos têm premiado.

Saudações Artesanais!

3 de setembro de 2013

BORDADOS TRADICIONAIS PORTUGUÊSES


 

BORDADO DAS CALDAS DA RAINHA

O bordado das Caldas da Rainha é típico da região Oeste de Portugal, da zona das Caldas da Rainha.

Este bordado teve origem no tempo da monarquia, tendo sido criado pela Rainha D. Leonor (1458-1525) e pelas suas aias nas temporadas, que passavam nesta terra.

As senhoras inspiravam-se nos bordados vindos da Índia e ocupavam muito do seu tempo criando e ensinando este lavor.

Os primeiros bordados eram executados com fios de linho tingidos em tons de castanho dourado ou em tons de mel através das cozeduras de chás de casca de árvores e flor de carqueja. O bordado era feito sobre o linho grosso e ligeiramente cru ou sobre linho castanho dourado e bordado com branco.

Antigamente o bordado era feito numa só cor e os pontos mais utilizados eram os pontos de coroa, ponto grilhão, o pé de flor e o de cadeia. 

Nos dias de hoje já se utilizam mais pontos, como o de formiga, o ponto ilhós e o ponto de recorte.

As diferenças existentes entre o bordado antigo e o mais moderno estão principalmente relacionados com os termos de composição, no antigo é mais floral, ao passo que no mais moderno predominam as volutas, as carinhas e os passarinhos.

Tradução italiano

RICAMO DI CALDAS DA RAINHA

Il ricamo di Caldas da Rainha è tipica della regione occidentale del Portogallo, nella zona di Caldas da Rainha.

Questo ricamo origine nel tempo della monarchia, ed è stato creato dalla regina Leonor (1458-1525) e le sue ancelle nelle stagioni che passavano questa terra.

Le signore si sono ispirati al ricamo dall'India e hanno occupato gran parte del loro tempo a creare e insegnare questa lavorazione.

I primi ricami sono stati eseguiti con filato di lino tinto in tonalità di marrone o dorato toni miele attraverso la cottura di tè corteccia e ginestre fiore. Il ricamo è stato fatto sul lino grezzo e crudo o leggermente dorato su lino e ricamato con il bianco.

Precedentemente il ricamo è stato fatto in un colore e le più utilizzate sono stati i punti di Crown Point grillo, fiore del piede e catena.

A oggi già utilizzare più punti, come la formica, il punto occhiello e il punto di saturazione.

Le differenze tra il vecchio e il ricamo più moderni sono principalmente relativi ai termini di composizione, il primo è più floreale, mentre le più moderne pergamene predominano, i volti e gli uccelli.

Tradução inglês

CALDAS DA RAINHA EMBROIDERY

The embroidery of Caldas da Rainha is typical of the western region of Portugal, in the area of Caldas da Rainha.

This embroidery originated in the time of the monarchy, and was created by Queen Leonor (1458-1525) and its handmaidens in the seasons that passed this earth.

The ladies were inspired by the embroidery from India and occupied much of their time creating and teaching this workmanship.

The first embroideries were executed with linen embroidery threads dyed in shades of brown or golden honey tones through teas of bark and flower gorse. The embroidery was done on the coarse linen and raw or slightly golden brown on linen and embroidered with white.

Inicially the embroidery was done in one color and the most used stitches were Crown embroidery stitch, embroidery stitch of shackle, foot flower and chain.

Nowadays it more and different embroidery stitches as the ant, the eyelet stitch and the clipping stitch.

The differences between the old and the most modern embroidery are mainly related in the terms of composition, the oldest is more floral, while in the modern one predominate scrolls, faces and birds.

 

 

BORDADO DE TIBALDINHO

O bordado de Tibaldinho é caraterístico da região de Mangualde, na Beira Alta, zona norte do país.

A origem do bordado de Tibaldinho remonta ao tempo em que a família real e a sua corte regressaram a Portugal, após a sua estadia no Brasil. A corte possuía um grande número de solares na zona de Mangualde, no distrito de Viseu, e também uma grande colecção de bragais. O desgaste das peças do património da nobreza, durante a sua ausência no Brasil, fez com que fosse necessário renovar e substituir as mesmas, aquando do seu regresso. Para tal foram contratadas bordadeiras da região, que refizeram assim os enxovais, criando um novo património têxtil.

O reconhecimento das peças elaboradas fez com que esta se tornar-se numa atividade relevante da região, contribuindo para o sustento das famílias. A importância que o bordado tinha na economia familiar está presente na lenda de que em Tibaldinho “até os homens bordavam”. No entanto, estes limitavam-se a facilitar a vida às mulheres para que estas pudessem bordar mais.

Este bordado é harmonioso e simples, sendo predominantemente branco. Isto deve-se ao facto das peças em causa se tratarem de roupa de casa e de antigamente se associar o branco à limpeza, higiene, pureza, honestidade e virtude.

Alguns dos motivos desenhados são baseados no tema Amor, utilizando o enleio, série de ilhós, borbotos, cordão em espiral, estrelas, corações, folhas de carvalho, óculos preenchidos com aranhas e um original crivo tecido pelo avesso. Este tipo de bordado adorna toalhas, roupa de cama, aventais entre outros artigos de decoração do lar.

O linho de produção local é, desde há séculos, utilizado neste tipo de bordado. Na sua técnica utiliza-se muitos pontos abertos e cheios, o que confere a estes trabalhos alguma transparência. Os pontos mais utilizados são os ilhós, borbotos ou nozinhos, o ponto espinhado ou de espinha de cobra, o pompom, de cordão ou lançado, caseado ou de recorte e os crivos.

Tradução italiano

TIBALDINHO RICAMO

Ricamo Tibaldinho è caratteristica della regione di Viseu, Beira Alta, a nord del paese.

L'origine Tibaldinho ricamo risale al tempo in cui la famiglia reale e la loro corte tornarono in Portogallo dopo il soggiorno in Brasile. La corte aveva un gran numero di zone solare a Viseu, nel distretto di Viseu, e anche una grande collezione di bragais. Le parti soggette ad usura del patrimonio della nobiltà, durante la sua assenza in Brasile, ha reso necessario per rinnovare e sostituire la stessa, al loro ritorno. Per questa regione sono stati contratti ricamatrici, che ha ricostruito così i corredini, la costruzione di un nuovo patrimonio tessile.

Il riconoscimento dei manufatti, ha causato questo sta diventando un'attività importante nella regione, contribuendo al sostentamento delle famiglie. L'importanza che il ricamo è stato per l'economia delle famiglie è data da noi in Tibaldinho leggenda che "anche gli uomini hanno fatto il ricamo." Questi si sono limitati a rendere la vita più facile per le donne in modo che potessero cucire più.

Questo ricamo è liscia e semplice con una caratteristica molto particolare, è prevalentemente bianco. Ciò è dovuto al fatto che le parti in questione trattano biancheria per la casa e precedentemente associano bianco con la pulizia, l'igiene, la purezza, l'onestà e la virtù.

Alcuni dei motivi sono progettati in base al tema dell'Amore, utilizzando entanglement, numero di occhielli Bobbles, cavo a spirale, stelle, cuori, foglie di quercia sapientemente stilizzati, bicchieri pieni di ragni e un tessuto originale dello schermo esterno. Questo tipo di ricamo adorna asciugamani, biancheria, grembiuli e altri elementi di arredo domestico.

Sito di produzione lino è per secoli, utilizzati in questo tipo di ricamo. Nei suoi usi tecnici molti punti aperti e pieni, che dà a queste opere una certa trasparenza. I punti sono gli occhielli più utilizzati, bobbles o piccoli nodi, il punto a spina di pesce o chevron serpente, pompon, il cavo o rilasciato, asole o ritaglio e agitatori.

Tradução inglês

TIBALDINHO EMBROIDERY

Embroidery Tibaldinho is characteristic of the region of Viseu, Beira Alta, in the north of the country.

The origin Tibaldinho embroidery dates back to the time when the royal family and their court returned to Portugal after their stay in Brazil. The court had a large number of “solares” (tradicional houses) in the region of Viseu and also a large collection of “bragais” (coarse linen fabric). During the stay in Brazil the trousseau of the nobility had been damaged and had to renew and replace them, upon their return. For this were contracted embroiderers in the region who remade them, building a new textile heritage.

The recognition of manufactured objects, has become this activity important for the region, contributing to the livelihood of families. The importance that the embroidery was in the household economy is given by us in Tibaldinho legend that "even men did embroidery." These were limited to making life easier for women so that they could sew more.

This embroidery is smooth and simple with a very unique feature, is predominantly white. This is due to the fact that the parts in question treat household linen and formerly associate white with cleanliness, hygiene, purity, honesty and virtue.

Some of the reasons are designed based on the theme of love, using entanglement, number of eyelets, bobbles, coiled cord, stars, hearts, cleverly stylized oak leaves, glasses filled with spiders and an original screen fabric inside out. This type of embroidery adorns towels, linens, aprons and other home decor items.

Flax production site is for centuries, used in this type of embroidery. In its technical uses many stitches open and filled, which gives these works some transparency. The most used stitches are the eyelets, bobbles or little knots, the herringbone stitch or chevron snake, pompom, cord or released, buttonhole or clipping and shakers.

 

 

BORDADO DE GUIMARÃES

Este bordado é proveniente de Guimarães cidade histórica, do berço do país, local onde habitava o Duque de Bragança e a burguesia. Os bordados eram tradicionalmente feitos por homens habilidosos, e por mulheres que na maioria faziam parte da família dos bordadores. Era considerada uma arte exigente e digna da burguesia, onde se aprendia desde muito cedo, até se tornarem mestres do saber.

Estes bordados vestiam gentes da nobreza e do clero que exibiam as suas luxuosas vestes muitas vezes bordadas com ouro. Altamente exigentes, as encomendas obedeciam a um rigoroso padrão de qualidade e beleza, o que levava os bordadores a uma constante evolução nas ideias e no próprio desenho do bordado.

Os tempos foram mudando e a ostentação das luxuosas vestes caíram em total desuso, assim como os bordados passaram a ser criados por mãos apenas femininas, das classes mais ricas, que o laboravam em horas de lazer e convívio.

Mais tarde, depois da revolução francesa, surgiu o bordado a branco que, se enquadrava no novo espírito do império neoclássico e o romântico. Com a industrialização e o ensino público feminino, o bordado, sempre ligado á região, e à economia local, passou a ser alvo de negócio que as mulheres dominavam trabalhando em fábricas, ou em casa.

Os bordados de Guimarães seguiam uma linha uniforme e geométrica, com grandes volumes de linha, e de uma cor só em cada bordado, mas diferentes cores podiam ser usadas individualmente, como o azul, vermelho, branco, beige, e o cinza.

Atualmente, são realizados em pano de linho industrial ou caseiro e os desenhos são baseados na fauna e flora locais: silvas, passarinhos, flores, estrelas, cercaduras, laços, entre outros.

Tradução italiano

GUIMARÃES RICAMO

Questo ricamo è dal centro storico di Guimarães, il luogo di nascita del paese, dove abitava il duca di Bragança e la borghesia. Il ricamo è stato tradizionalmente fatto da uomini e donne che la maggior parte erano parte della famiglia delle ricamatrici esperte. E 'stato considerato un'arte esigente e degno della borghesia, che è stato appreso dalla più tenera età per diventare maestri di conoscenza.

Questi ricami vestite le persone della nobiltà e del clero che hanno esposto le loro lussuose vesti spesso ricamato in oro. Altamente esigenti, ordini obbedivano un rigoroso standard di qualità e di bellezza, che ha portato le ricamatrici ad una costante evoluzione di idee e proprio ricamo.

Tempi stavano cambiando e l'ostentazione di abiti di lusso caddero in completo disuso, e il ricamo è venuto per essere creati a mano solo femminile delle classi più ricche, che hanno lavorato in ore di svago e di convivialità.

Più tardi, dopo la Rivoluzione francese, apparso in ricamo bianco che rispecchiasse il nuovo spirito di impero neoclassica e romantica. Con l'industrializzazione e l'insegnamento pubblico femminile, ricamo, sempre collegato alla regione e l'economia locale, è diventata il soggetto di donne d'affari dominato lavorano nelle fabbriche, o in casa

Il ricamo Guimarães ha seguito una linea uniforme e geometrica, con notevoli volumi in linea e un colore per ogni ricamo, ma colori diversi può essere utilizzato singolarmente, come il blu, rosso, bianco, beige e grigio.

Attualmente, sono realizzati in panno di lino o di disegni fatti in casa e industriali si basano sulla flora e la fauna locali: rovi, uccelli, fiori, stelle, perline, cravatte, tra gli altri.

Tradução inglês

GUIMARÃES EMBROIDERY

This embroidery is from the historic city of Guimarães, the birthplace of the country, where lived the Duke of Bragança and the bourgeoisie. The embroidery was traditionally done by skilled men and women that most were part of the family of embroiderers. It was considered a demanding art and worthy of the bourgeoisie, which was learned from an early age to become masters of knowledge.

These embroideries dressed people of the nobility and clergy who exhibited their luxurious robes often embroidered with gold. Highly demanding, orders obeyed a strict standard of quality and beauty, which led the embroiderers to a constant evolution in ideas and own embroidery design.

Times were changing and the ostentation of luxury robes fell into complete disuse, and the embroidery came to be created by hand only female of the richer classes, who labored in hours of leisure and conviviality.

Later, after the French Revolution, has appeared the white embroidery that fitted the new spirit of empire neoclassical and romantic. With industrialization and teaching female audience, embroidery, always connected to the region and the local economy, has become the subject of business women dominated working in factories, or at home.

The Guimarães embroidery followed a uniform line and geometric, with considerable volumes of sewing threads, and one color for each embroidery, but different colors could be used individually, such as blue, red, white, beige, and gray.

Currently, they are made in linen cloth or homemade and industrial designs are based on the local flora and fauna: brambles, birds, flowers, stars, beading, ties, among others.

 

 

BORDADO DE CASTELO BRANCO

O Bordado tradicional de Castelo Branco, é um dos bordados caraterísticos da zona centro do país, designado noutros tempos por “Bordado a Frouxo”, é um produto típico da região de Castelo Branco e carateriza-se por um desenho muito próprio e uma simbologia muito especial.

Surge essencialmente em colchas de linho bordadas com fios de seda natural, tingidos de diversas cores e tonalidades, conferindo uma grande harmonia sobre os panos de linho cru.

Os desenhos e cores utilizados nas Colchas de Noivado têm a inspiração trazida das colchas orientais da Índia, por altura dos descobrimentos.

Neste tipo de bordado utilizam-se vários pontos, como o ponto de cadeia ou o ponto pé de flor. O ponto que ganhou o nome da cidade e que deu também origem a um dos nomes deste bordado foi o “ponto a frouxo”, que cobre maiores extensões, o caule ou as raízes da árvore da vida.

Em relação à simbologia existente nestas colchas, os elementos mais vistos são:

· O lar representado pela árvore da vida;

· Os pássaros que representam os desposados;

· O homem e a mulher representados respetivamente pelo cravo e pela rosa;

· Os lírios que mostram a virtude;

· Os corações, que significavam o amor.

Tradução italiano

CASTELLO BIANCO RICAMO

Il ricamo tradizionale di Castelo Branco, altre volte designati da "Ricamo a Loose", è un prodotto tipico del Castelo Branco e le caratteristiche di un design molto particolare e un simbolismo molto speciale.

Nasce principalmente in copriletti di lino ricamate con seta naturale tinto vari colori e sfumature, dando una grande armonia in teli di lino grezzo.

I disegni ed i colori utilizzati nella Quilt ispirazione Engagement hanno portato le trapunte India orientale, al momento della scoperta.

In questo tipo di ricamo sono utilizzati vari punti, come punto catenella o piede fiore punto. Il punto che ha ottenuto il nome della città e ha anche dato vita a uno dei nomi di questo ricamo è stato il "punto di perdere", che copre le più grandi distese, steli o radici dell'albero della vita.

In relazione a quelle esistenti in queste trapunte, più visti sono:

• La casa rappresentata da l'albero della vita;

• Gli uccelli che rappresentano la promessa sposa;

• Uomo e donna, rispettivamente rappresentati dal garofano e la rosa;

• Gigli che mostrano la virtù;

• I cuori che amano dire.

Tradução ingles

CASTELO BRANCO EMBROIDERY

The Traditional Embroidery of Castelo Branco, other times designated by "Embroidery a Loose", is a typical product of Castelo Branco and features by a design very unique and a very special symbolism.

Is mainly used in bedspreads embroidered with natural silk dyed in various colors and shades, giving a great harmony on raw linen cloths.

The designs and colors used in Quilt inspiration Engagement have brought the quilts eastern India, at the time of discovery.

In this type of embroidery various points are used, like chain stitch or stitch flower foot. The point that got the name of the city and also gave rise to one of the names of this embroidery was the "point to loose", which covers the largest expanses, stems or roots of the tree of life.

In relation to the existent ones in these quilts, most viewed are:

• The home represented by the tree of life;

• Birds that represent the betrothed;

• Man and Woman respectively represented by carnation and the pink;

• Lilies showing virtue;

• The hearts meaning love.
 

 

 

BORDADO DE VIANA

O bordado de Viana é muito conhecido, é típico da Região do Minho, a norte de Portugal.

Este bordado tem a sua origem nas camponesas da região do Minho que valorizavam os objectos de uso pessoal e diário com bordados de motivos de inspiração campestre e romântica, como as flores, as folhas e os corações. Os bordados são principalmente aplicados nos trajes e nas toalhas de mesa.

Em períodos mais difíceis, a produção destes bordados permitiu garantir o sustento das famílias.

Na base dos bordados utiliza-se sempre linho grosso caseiro. As linhas de algodão são utilizadas nos bordados de algodão. As cores mais utilizadas são o branco, o vermelho e o azul. Nas peças de vestuário o leque de cores é maior utilizando-se também o amarelo, o laranja, o verde e o roxo. Outro material utilizado é um cordão de fios dourados que serve para contornar os desenhos dando-lhe mais realce.

Os bordados com fio de algodão utilizam os pontos abertos, de cadeia, caseados, cheio, cordão, crivo, cruz, engradeado, espinha de peixe dobrado, folha de feto, formiga simples, nozinho, pé de flor, pesponto, atrás, pontinha a direito, pontinhos pequenos, rede, volta, pregas da imprensa, bicos e de galo.

Nos bordados com fios de lã não se emprega o crivo. Os desenhos são cheios com pontos largos lançados na mesma direcção e contíguos. Os pontos mais utilizados são o de pé de flor, o ponto russo, de sombra do avesso, de cordão, de palhete, de formiga, de nós, de espinha, de bicos entre outros pontos de fantasia.

Estes trajes são hoje em dia usados principalmente em festas, feiras e por grupos de danças tradicionais. Nestes bordados são muitas vezes adicionados objectos de ouro, tais como cordões ou medalhas, que representam o dote das raparigas para casar.

Tradução italiano

VIANA RICAMO

La Viana ricamo è ben noto, è tipico della regione del Minho, a nord del Portogallo.

Questo ricamo ha la sua origine nella regione del Minho contadino che ha valutato gli effetti personali e il diario con ricami di ispirazione e di paese romantico, come fiori, foglie e cuori. I ricami sono applicati principalmente in costumi e tovaglie.

Nei momenti più difficili, la produzione di questi ricami ha assicurato il sostentamento delle famiglie.

Alla base del ricamo viene utilizzato sempre biancheria di spessore in casa. I fili di cotone vengono utilizzate in cotone da ricamo. I colori più usati sono il bianco, il rosso e il blu. Nelle vesti più ampia gamma di colori è anche utilizzando giallo, arancio, verde e viola. Un altro materiale utilizzato è una linea di filo d'oro utilizzato per aggirare i disegni che danno più la valorizzazione.

La ricamato con filo di cotone utilizzando i punti della catena aperta, asole, piena cavo, indovinello, croce engradeado, a spina di pesce piegato foglio feto formica semplice kinkle, fiore del piede, cuciture, indietro, inclinare il destra, piccoli puntini, di rete, di nuovo, i media pieghe, capezzoli e cazzo.

In ricamato con filato di lana non impiega il setaccio. I disegni sono riempiti con ampi punti buttati nella stessa direzione e contigue. I punti più utilizzati sono in piedi fiore, il punto russa di ombra dentro e fuori, il cavo di Palhete, formica, noi, a spina di pesce, gli ugelli e gli altri punti fantasia.

Questi costumi sono oggi utilizzati principalmente per feste, fiere e gruppi di danza tradizionale. Questi ricami sono spesso aggiunti oggetti d'oro, come cavi o medaglie, che rappresenta la dote per sposare le ragazze.

Tradução inglês

VIANA EMBROIDERY

The Viana embroidery is well known, is typical of the Minho region, in the north of Portugal.

The embroideries were made by rural women adorning their clothing and home clothing, in the most difficult times, the production of these embroideries has ensured the livelihood of families.

At the base of the embroidery is always used thick linen homemade. The cotton threads are used in embroidery cotton. The main colors used are white, red and blue. In the clothing are used more colors like yellow, orange, green and purple. Another material used is a line of gold thread used to circumvent the designs giving them more enhancement.

The embroidered with cotton thread using stitch open chain, buttonholes, full cord, riddle, herringbone folded sheet fetus ant simple kinkle, foot flower, stitching, back, tip the right, small dots, network, back, pleated media, nipples and cock.

In embroidered with wool yarn does not use the sieve. The drawings are filled with broad stitches thrown in the same direction and contiguous. The more used stitches are standing flower, the Russian stitch of shade inside out, ant, knotes, herringbone, nozzles and other fancy stitches.

These costumes are nowadays mainly used for festivals, fairs and traditional dance groups. To these embroideries are often added gold objects such as cords or medals, representing the dowry to marry girls.

 

 

BORDADO DA PALHA – AÇORES

O Bordado da Palha é caraterístico da ilha do Faial no arquipélago dos Açores. A sua origem é contada pela história de uma emigrante inglesa em 1850, que apareceu na ilha e usava um chapéu de seda bordado a palha, que terá impressionado uma habitante local que se dedicou a descobrir a forma de bordar com a palha.

Esta nova técnica foi-se expandido entre a comunidade uma vez que também utilizava materiais pouco dispendiosos e fáceis de encontrar: a agulha, um pedaço de tule e alguma palha.

Os trabalhos iniciais eram essencialmente véus, mas no decorrer do tempo foram também sido realizados em estolas e vestidos.

Os motivos bordados têm uma ligação aos elementos naturais da região, assim os desenhos são geralmente espigas, cachos de uvas e pequenas flores.

Fruto da relação próxima do arquipélago com o continente americano, a fama deste bordado foi-se espalhando, tendo já feito parte do guarda roupa de mulheres muito famosas, como Jacqueline Kennedy.

Tradução italiano

RICAMO DI PAGLIA - AZZORRE
Ricamo di paglia è caratteristica di Faial nell'arcipelago delle Azzorre. La sua origine si racconta la storia di un immigrato inglese nel 1850, che è apparso sull'isola e indossava un cappello di seta ricamata con la paglia, che hanno colpito un uomo locale che ha dedicato se stesso per capire come ricamare con la paglia.

Questa nuova tecnica è stata ampliata da parte della comunità in quanto utilizzato anche materiali poco costosi e facili da trovare: un ago, un pezzo di tulle e un po 'di paglia.

Gli studi iniziali erano essenzialmente veli, ma nel corso del tempo sono stati anche eseguiti in abiti e sciarpe.

I motivi ricamati hanno una connessione agli elementi naturali della regione, in modo che i disegni sono di solito picchi, grappoli d'uva e piccoli fiori.

Frutto dell'arcipelago stretto rapporto con il continente americano, la fama di questo ricamo è stato-diffondendo, avendo già fatto parte del guardaroba delle donne molto famose, come Jacqueline Kennedy.

Tradução inglês

STRAW EMBROIDERY OF AZORES

Embroidery Straw is characteristic of Faial in the Azores archipelago. Its origin is told by the story of an English immigrant in 1850, which appeared on the island and wore a silk hat embroidered with straw, which have impressed one local woman who devoted herself to figure out how to embroider with straw.

This new technique was expanded from the community since it used inexpensive materials easy to find: a needle, a piece of tulle and some straw.

The initial pieces were essentially veils, but over time have also been performed in garments and scarves.

The embroidered motifs have a connection to the natural elements of the region, so the designs are usually spikes, bunches of grapes and small flowers.

Due to the close relationship of the archipelago with the American continent, the fame of this embroidery was-spreading, having already been part of the wardrobe of women very famous, such as Jacqueline Kennedy.

 

 

BORDADOS DE NISA

O bordado de Niza é dos bordados típicos da região sul do país.

A história dos bordados de Nisa, tem origem na dedicação feminina de preparação das peças para o enxoval. A realização destas peças era tanto para uso próprio como também para venda e assim uma forma de sustento.

Desta região são reconhecidos vários géneros de bordados:

 - os Alinhavados, ou também conhecidos como desfilados são realizados em pano de linho ou pano cru, onde são retirados fios da trama do pano, por forma a ficar em aberto o fundo do desenho, e os restantes fios são guarnecidos a ponto de crivo. Os desenhos tradicionais eram figuras humanas, animais, cruzes, formas geométricas, florões, flores e folhas. A sua aplicação é variada, feita em almofadas, toalhas de mesa, lençois, colchas entre outros.

 - Coberjões ou Cobertores Bordados, são elaborados em feltro preto ou branco e bordados à mão com fios matizados. Na sua confeção são utilizados o ponto de fio torcido ou pé de flor, o ponto cheio e os nozinhos, que tal como as cores, são usados consoante o gosto e a sensibilidade artística do executante. Depois de terminado, é feito um caseado em toda a volta do cobertor por forma a rematá-lo.

Com a utilização de uma técnica semelhante à dos cobertores também se destacam os Xailes do traje tradional de Nisa.

 - Aplicações em feltro, são também muito conhecidas, pois são aplicadas numa variedade grande de peças: cobertores de faixa, almofadões, saias de camilha, centros de mesa, pegas de cozinha, casacos, e capas. São realizados com  duas partes de feltro de cores diferentes sobrepostas com  papel vegetal, onde se encontra o desenho, e que depois de cosidas se recorta cuidadosamente o tecido à volta do ponto e obtendo-se uma peça com relevo. Os motivos mais frequentes dos desenhos são as flores, as parras, folhas, cachos de uvas e outros relativos à flora local. 

Tradução italiano

NISA RICAMO

Il ricamo di Nizza è tipica della regione meridionale del paese.

La storia del ricamo Nisa, deriva dalla dedizione delle donne preparare pezzi per il corredo. La realizzazione di questi pezzi è stato sia per il proprio uso, ma anche per la vendita e così i mezzi di sussistenza.

Questa regione sono riconosciuti vari tipi di ricamo:

  - Le Alinhavados o conosciuto anche come sfilato sono eseguite in panno di lino o tela grezza, in cui i fili di trama vengono rimossi il panno, in modo da essere aperto inferiormente del disegno, ed i fili rimanenti vengono tagliati in corrispondenza del punto setaccio. I disegni tradizionali sono figure umane, animali, croci, forme geometriche, rosette, fiori e foglie. La sua applicazione è diversa, fatta in cuscini, tovaglie, lenzuola, trapunte e altro ancora.

  - Coberjões o coperte da ricamo sono progettati in nero o bianco feltro e ricamato a mano con filato variegato. Sono utilizzati nel suo punto spago confezione o il piede fiore il punto pieno e piccoli nodi, come i colori, sono utilizzati a seconda del gusto e la sensibilità artistica del performer. Al termine, è realizzata un'asola attraverso la parte posteriore della coperta così che offre.

Con l'uso di una tecnica simile per le coperte anche evidenziare Scialli tradional Nisa costume.

  - Applicazioni in feltro, sono ben noti, come esse sono applicate in una vasta gamma di pezzi: coperte pista, cuscini, gonne camilha, centrotavola, maniglie cucina, cappotti e mantelle. Sono tenute con due pezzi di feltro di diversi colori si sovrappongono con carta forno, dove il disegno, quindi cucite al tessuto è accuratamente tagliata intorno al punto e ottenere un pezzo in rilievo. Le cause più frequenti di i disegni sono fiori, viti, foglie, grappoli d'uva e altri relativi alla flora locale.

Tradução inglês

NISA EMBROIDERY

The Nice embroidery is typical of the southern region of the country.

The history of embroidery Nisa, comes from the dedication of women preparing pieces for the trousseau. The realization of these pieces was both for their own use and also for sale and a livelihood.

In this region are recognized various kinds of embroidery:

  - The “Alinhavados” or also known as Paraded are performed in linen cloth or raw cloth, in which the weft threads are removed the cloth, to stay open in the background of the drawing, and the remaining wires are trimmed at the point sieve. The traditional designs were human figures, animals, crosses, geometric shapes, rosettes, flowers and leaves. Its application is diverse, made into pillows, tablecloths, sheets, quilts and more.

  - “Coberjões” or Embroidery Blankets are designed in black or white felt and hand embroidered with variegated yarn. In its confection the used stitches were twine or flower foot, the full stitch and little knots. The colors used are depending on the taste and artistic sensibility of the performer. Upon completion, is made  a buttonhole across the back of the blanket for ending it.

With the use of a similar technique to the blankets there are the tradional Shawls of Nisa.

  - Applications in felt, are also well known, as they are applied in a wide variety of parts: track blankets, pillows, centerpieces, kitchen handles, coats, and capes. Are held with two pieces of felt of different colors overlap with greaseproof paper, where the drawing, and then sewn to the fabric is carefully cut out around the point and obtaining a piece embossed. The most frequent designs are flowers, vines, leaves, bunches of grapes and others relating to local flora.

 

 

BORDADO DE ÓBIDOS

 

O bordado de Óbidos é típico da região Oeste de Portugal, da zona das Caldas da Rainha.

O bordado de Óbidos tem origem na década de 50, quando uma senhora, Maria Adelaide Baptista Ribeirete, ao ficar encantada com a originalidade do teto da igreja acabou por copiar os seus desenhos, adaptando-os em bordados, cujas técnicas transmitiu às outras mulheres da vila. Em tempos de dificuldade as mulheres de Óbidos bordavam e vendiam os trabalhos produzidos e com o produto das vendas conseguiam reorganizar as suas vidas.

Tradução italiano

ÓBIDOS RICAMO

Il ricamo di Obidos è tipica della regione occidentale del Portogallo, nella zona di Caldas da Rainha.

Obidos ricamo è originario degli anni '50, quando una signora, Maria Adelaide Baptista Ribeirete, di essere felici con l'originalità del soffitto della chiesa ha finito per copiare i loro disegni, adattandole ricamato, le tecniche di cui trasmessi ad altre donne villaggio. In tempi di difficoltà delle donne Obidos hanno ricami prodotti e venduti e il ricavato delle vendite potrebbero riorganizzare le loro vite.

Tradução inglês

ÓBIDOS EMBROIDERY

The Obidos embroidery is typical of the western region of Portugal, in the area of Caldas da Rainha.
Embroidery Obidos originates in the 50s, when a lady, Maria Adelaide Baptista Ribeirete, became delighted with the originality of the ceiling of the church ended up copying their designs, adapting them for embroidery, whose techniques transmitted to the other women in the village. In times of difficulty Obidos women did embroidery work produced and sold it. With the sales they could reorganize their lives.